Sempre aprendi no colégio que cada animalzinho tem a sua função dentro da cadeia alimentar. E que qualquer alteração numa dada população geraria um desequilíbrio na biomassa, na relação predatória, etc. Mas basta chegar o calor e sua praga de estimação, cupins voadores (bichinhos de luz), que me dá uma certeza no coração que me ensinaram errado. Essa merda é um erro da natureza. A única função é estressar humanos. Certamente se ele fosse extinto, seus predadores teriam outras opções no cardápio. Não seria o fim do mundo, mas um lugar melhor sem eles.
O mesmo vale para mosquitos com tesão patológico em ouvidos. Se ele só me perturbasse e chupasse meu sangue pela perna vez ou outra, tudo bem. Mas investir pesado em alto-falantes (alguns devem ser a versão 'carros que tocam funk' do reino animal) pra me ensurdecer durante a noite enquanto se deleita passeando sob meus ouvidos, é foda. E ainda faz eu ter espasmos pra me livrar daquele barulho maldito.
E o que dizer dos pombos?? Apenas que meu sonho é criar um cativeiro deles. Arrancar as asas e patas, e alimentá-los com chumbinho até ver eles explodirem em merda.
Então depois de muita reflexão sobre aquilo que me ensinaram no colégio, chego a conclusão que animal só serve pra ser domesticado, comido ou me divertir no circo...
É quando aparece algum "vegetariano por compaixão" (o que é vegetariano não por detestar carne, mas por ter pena dos bichinhos que são mortos) defendendo as vacas, bois, porcos. Ter pena de gato, cachorro, macaco, pássaro, ainda vá lá. Bichinhos fofinhos, que o humano tem um certo apreço carinhoso. Já os outros são animais cruéis, sórdidos e muito saborosos. E não merecem defesa.
Assim como os touros. O maior problema dos rodeios, e o que realmente deve ser combatido, é a música. Os maus tratos aos animais envolvidos devem ser segundo plano.
Já eu, sou favorável a rodeios. Tão favorável que acho que deveria ser um esporte olímpico (já que hipismo também é). Mas pra ficar mais animado para todos os animais fofinhos envolvidos, deveriam variar um pouco os participantes. Imagino um humanozinho tentando domar um dragão de komodo, uma anaconda.
Aí sim, nesse tipo de rodeio, até sertanejo universitário seria divertido!
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
A revolução sangrenta das máquinas
Era o dia do meu aniversário. Dia de receber várias parabenizações (?) por um aninho a menos de vida. Acordo, abro meu e-mail e recebo mensagens de felicitações, esperança e exaltação à vida. Só que do hotmail e algumas outras empresas virtuais. Chego na academia e ao passar pela roleta de identificação, o computador que registra a matrícula pisca alegre e freneticamente me desejando felicidades. Um pouco após, ao passar no banco, o caixa automático, antes mesmo de me oferecer um seguro qualquer contra ataques de mariposas carnívoras selvagens, me parabeniza pela data e diz que é um orgulho para o banco me ter entre seus clientes (quando na maioria das vezes eles é que metem entre meus orifícios financeiros). Só então, depois de aproximadamente umas 6h depois de acordado é que algum humano vem falar comigo me desejando algo que não lembro mais o que era. Mas com certeza, algo mais real...
Já outro dia, ao ligar pra alguma empresa de celular, me deparo com o novo sistema "inteligente" de atendimento, onde aparentemente uma gravação robótica "conversa" comigo bem informalmente enquanto procura algum jeito de não resolver meu problema.
O que me leva ao natal do ano passado, onde entrei numa lojinha de brinquedos vendendo seus tradicionais e malditos papais-nóeis cantando jingle bell como se não houvesse amanhã (e como se amanhã ele, que ficou como ponta de estoque na loja, não fosse fazer bico de coelhinho da páscoa). Mas o que me causou PÂNICO foi me deparar com papais-nóeis animatrônicos da classe mais abastada. O filha da puta, além de várias funcionalidades, era mais alto do que eu.
Ou seja, já tá tudo esquematizado. Quando a skynet for ativada, os caixas automáticos irão financiar os armamentos, as gravações dos atendimentos das empresas de celular vão tratar da logística e esses papais-nóeis de 1,90m vão sair matando todo mundo.
E o pior. Não teremos mais Arnold Schwajahdjhsoidbvopshf negger para nos defender.
Já outro dia, ao ligar pra alguma empresa de celular, me deparo com o novo sistema "inteligente" de atendimento, onde aparentemente uma gravação robótica "conversa" comigo bem informalmente enquanto procura algum jeito de não resolver meu problema.
O que me leva ao natal do ano passado, onde entrei numa lojinha de brinquedos vendendo seus tradicionais e malditos papais-nóeis cantando jingle bell como se não houvesse amanhã (e como se amanhã ele, que ficou como ponta de estoque na loja, não fosse fazer bico de coelhinho da páscoa). Mas o que me causou PÂNICO foi me deparar com papais-nóeis animatrônicos da classe mais abastada. O filha da puta, além de várias funcionalidades, era mais alto do que eu.
Ou seja, já tá tudo esquematizado. Quando a skynet for ativada, os caixas automáticos irão financiar os armamentos, as gravações dos atendimentos das empresas de celular vão tratar da logística e esses papais-nóeis de 1,90m vão sair matando todo mundo.
E o pior. Não teremos mais Arnold Schwajahdjhsoidbvopshf negger para nos defender.
domingo, 2 de setembro de 2012
Bullying Gastronômico
É recorrente em todas as vezes que estou em uma cafeteria e peço um desses cafés espressos com sorvete, avelã, nutella... mas sem o diabo do chantilly. É quando começa a discórdia. O próximo minuto é inteiramente dedicado a praticamente pedir desculpa ao atendente e revelar algo que nem os maias previram: existem pessoas que não gostam de chantilly.
Outra situação é quando estou em qualquer rede de fast-food...
Auto-correção: rede de fast-food só, e apenas somente, Mc Donald's (desde que não seja em dezembro no shopping). Qualquer outra rede é só food.
... e peço algum hambúrguer sem aquela horta que eles botam entre o principal: o pão, a carne e o queijo. Acontece até do atendente me olhar com expressão à lá "contatos imediatos de terceiro grau" e ainda perguntar: UÉ, mas só pão, carne/frango e queijo?? Me falta coragem, mas me dá uma puta vontade de responder: não, bota também mussarela de búfala, peito de peru defumado, ovo de avestruz, língua de ornitorrinco e uma pitada de pó de pirlimpimpim.
Mas além de uma frescurite alimentar aguda, o que me acomete é resistir e lutar contra a ditadura escravocrata-digestiva. É sacanagem obrigar meu organismo a digerir alimentos que, em absoluto, têm gosto de nada com porra nenhuma. Gergelim, champignon, chuchu, alface. Tanto é que esses alimentos NUNCA são servidos sozinhos. Sempre com algum tempero ou, pior, impregnado na comida de modo a ser impossível separar aquilo que terá uma contrapartida saborosa, daquilo que você vai digerir sem propósito algum (caso do gergelim).
Portanto, na próxima vez que lhe oferecerem qualquer coisa a base de soja, coloque-se no lugar do seu esôfago e veja se é justo isso. Se você aceitaria trabalhar por notas promissórias do jogo da vida.
Outra situação é quando estou em qualquer rede de fast-food...
Auto-correção: rede de fast-food só, e apenas somente, Mc Donald's (desde que não seja em dezembro no shopping). Qualquer outra rede é só food.
... e peço algum hambúrguer sem aquela horta que eles botam entre o principal: o pão, a carne e o queijo. Acontece até do atendente me olhar com expressão à lá "contatos imediatos de terceiro grau" e ainda perguntar: UÉ, mas só pão, carne/frango e queijo?? Me falta coragem, mas me dá uma puta vontade de responder: não, bota também mussarela de búfala, peito de peru defumado, ovo de avestruz, língua de ornitorrinco e uma pitada de pó de pirlimpimpim.
Mas além de uma frescurite alimentar aguda, o que me acomete é resistir e lutar contra a ditadura escravocrata-digestiva. É sacanagem obrigar meu organismo a digerir alimentos que, em absoluto, têm gosto de nada com porra nenhuma. Gergelim, champignon, chuchu, alface. Tanto é que esses alimentos NUNCA são servidos sozinhos. Sempre com algum tempero ou, pior, impregnado na comida de modo a ser impossível separar aquilo que terá uma contrapartida saborosa, daquilo que você vai digerir sem propósito algum (caso do gergelim).
Portanto, na próxima vez que lhe oferecerem qualquer coisa a base de soja, coloque-se no lugar do seu esôfago e veja se é justo isso. Se você aceitaria trabalhar por notas promissórias do jogo da vida.
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