terça-feira, 4 de setembro de 2012

A revolução sangrenta das máquinas

Era o dia do meu aniversário. Dia de receber várias parabenizações (?) por um aninho a menos de vida. Acordo, abro meu e-mail e recebo mensagens de felicitações, esperança e exaltação à vida. Só que do hotmail e algumas outras empresas virtuais. Chego na academia e ao passar pela roleta de identificação, o computador que registra a matrícula pisca alegre e freneticamente me desejando felicidades. Um pouco após, ao passar no banco, o caixa automático, antes mesmo de me oferecer um seguro qualquer contra ataques de mariposas carnívoras selvagens, me parabeniza pela data e diz que é um orgulho para o banco me ter entre seus clientes (quando na maioria das vezes eles é que metem entre meus orifícios financeiros). Só então, depois de aproximadamente umas 6h depois de acordado é que algum humano vem falar comigo me desejando algo que não lembro mais o que era. Mas com certeza, algo mais real...

Já outro dia, ao ligar pra alguma empresa de celular, me deparo com o novo sistema "inteligente" de atendimento, onde aparentemente uma gravação robótica "conversa" comigo bem informalmente enquanto procura algum jeito de não resolver meu problema.

O que me leva ao natal do ano passado, onde entrei numa lojinha de brinquedos vendendo seus tradicionais e malditos papais-nóeis cantando jingle bell como se não houvesse amanhã (e como se amanhã ele, que ficou como ponta de estoque na loja, não fosse fazer bico de coelhinho da páscoa). Mas o que me causou PÂNICO foi me deparar com papais-nóeis animatrônicos da classe mais abastada. O filha da puta, além de várias funcionalidades, era mais alto do que eu.


Ou seja, já tá tudo esquematizado. Quando a skynet for ativada, os caixas automáticos irão financiar os armamentos, as gravações dos atendimentos das empresas de celular vão tratar da logística e esses papais-nóeis de 1,90m vão sair matando todo mundo.

E o pior. Não teremos mais Arnold Schwajahdjhsoidbvopshf negger para nos defender.

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