É recorrente em todas as vezes que estou em uma cafeteria e peço um desses cafés espressos com sorvete, avelã, nutella... mas sem o diabo do chantilly. É quando começa a discórdia. O próximo minuto é inteiramente dedicado a praticamente pedir desculpa ao atendente e revelar algo que nem os maias previram: existem pessoas que não gostam de chantilly.
Outra situação é quando estou em qualquer rede de fast-food...
Auto-correção: rede de fast-food só, e apenas somente, Mc Donald's (desde que não seja em dezembro no shopping). Qualquer outra rede é só food.
... e peço algum hambúrguer sem aquela horta que eles botam entre o principal: o pão, a carne e o queijo. Acontece até do atendente me olhar com expressão à lá "contatos imediatos de terceiro grau" e ainda perguntar: UÉ, mas só pão, carne/frango e queijo?? Me falta coragem, mas me dá uma puta vontade de responder: não, bota também mussarela de búfala, peito de peru defumado, ovo de avestruz, língua de ornitorrinco e uma pitada de pó de pirlimpimpim.
Mas além de uma frescurite alimentar aguda, o que me acomete é resistir e lutar contra a ditadura escravocrata-digestiva. É sacanagem obrigar meu organismo a digerir alimentos que, em absoluto, têm gosto de nada com porra nenhuma. Gergelim, champignon, chuchu, alface. Tanto é que esses alimentos NUNCA são servidos sozinhos. Sempre com algum tempero ou, pior, impregnado na comida de modo a ser impossível separar aquilo que terá uma contrapartida saborosa, daquilo que você vai digerir sem propósito algum (caso do gergelim).
Portanto, na próxima vez que lhe oferecerem qualquer coisa a base de soja, coloque-se no lugar do seu esôfago e veja se é justo isso. Se você aceitaria trabalhar por notas promissórias do jogo da vida.
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